Testes da vacina de Oxford são reiniciados no Brasil nesta segunda-feira

Fase 3 do estudo foi paralisada devido à uma reação relatada por um dos voluntários no Reino Unido

Vacina (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Vacina (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que os testes da vacina de Oxford, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, sejam retomados no Brasil a partir desta segunda-feira 14.

 

As vacinações na fase 3 do estudo estavam paralisadas desde terça-feira 8 devido à uma reação em voluntários no Reino Unido.

“Os ensaios clínicos da vacina contra o coronavírus AstraZeneca Oxford, AZD1222, serão reiniciados no Brasil na próxima segunda-feira, 14/09, após a confirmação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia de hoje, 12/09, de que é seguro o recomeço”, disse o laboratório.

A Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado.

“Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado. É importante destacar que a Anvisa continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes”, disse a agência em nota divulgada.

 

Parceria com Brasil

 

O Brasil é um dos países que participam da pesquisa sobre a “vacina de Oxford”, como ficou conhecida. Em julho, o Ministério da Saúde fez um acordo entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção do imunizante contra o coronavírus no País.

Caso seja comprovado futuramente que o imunizante é eficaz e seguro, serão transferidos tecnologia e produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o Brasil.

O governo do presidente Jair Bolsonaro aposta na pesquisa. O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a dizer na terça-feira 08 que a partir de janeiro começaria a campanha de vacinação contra o coronavírus.

 

 

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