Pfizer pede aprovação de emergência para vacina contra Covid-19

A gigante farmacêutica concluiu fase 3 de teste clínico e apontou 95% de eficácia no imunizante

Foto: Mongkolchon Akesin/ Istok

Foto: Mongkolchon Akesin/ Istok

Saúde

O pedido emergencial da Pfizer/BioNTech para comercializar a sua vacina deve ser feito nesta sexta-feira 20, anunciou o governo americano, e a vacina autorizada em dezembro. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela epidemia de Covid-19, com 2.239 mortes registradas em apenas 24 horas.

 

 

 

Segundo o secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, os documentos devem ser enviados ainda nesta sexta para a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA. A mesma informação já havia sido antecipada pelo co-fundador da BioNTech nesta quinta (19).

A gigante farmacêutica norte-americana Pfizer e a BioNTech, uma pequena empresa alemã de biotecnologia, anunciaram na quarta-feira que sua vacina é 95% eficaz na prevenção da Covid-19, de acordo com os resultados completos de seu ensaio clínico em larga escala.

O secretário americano acrescentou que o governo dos Estados Unidos “espera” que a Moderna, empresa americana que também compete para desenvolver e distribuir uma vacina contra a Covid-19, também envie “em breve” seu pedido para aprovação.

Uma autorização de emergência é uma autorização temporária ou condicional concedida para responder a uma situação de emergência, como uma pandemia. Pode ser revogada ou modificada se surgirem novos dados sobre a eficácia ou segurança da substância.

O FDA não informou quanto tempo levaria para revisar os dados de eficácia e segurança da vacina, os dois principais critérios. Moncef Slaoui, o cientista-chefe nomeado pelo presidente Donald Trump para liderar a operação de vacinação da população americana, disse na segunda-feira que o sinal verde provavelmente será dado em dezembro.

 

Biden não é favor de lockdown nacional

 

Os Estados Unidos registraram 2.239 mortes relacionadas à Covid-19 em 24 horas entre quarta (18) e quinta-feira (19), de acordo com balanço realizado pela Universidade Johns Hopkins. Mais de 200.146 novos casos de coronavírus foram registrados no mesmo período no país, o mais afetado no mundo pela pandemia em termos absolutos. O número de 2.000 mortos por dia há meses não era superado.

A epidemia está atualmente em uma fase “exponencial” em todo o país, alertaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nesta quinta-feira (19), pedindo aos americanos que evitem viajar no feriado de Ação de Graças, no final da próxima semana.

Entre o fechamento de escolas em Nova York e o toque de recolher na Califórnia, muitos estados e grandes cidades impuseram novas restrições para retardar a propagação do vírus. Mas o presidente eleito Joe Biden descartou a imposição de um lockdown nacional assim que assumir o cargo na Casa Branca, em 20 de janeiro.

“Seria contraproducente”, disse, sublinhando que as situações podem ser diferentes de acordo com cada cidade dos Estados Unidos, de enorme proporções. Desde o início da pandemia, o país registrou 252.419 mortes e quase 11,7 milhões de casos.

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