Mais Médicos: governo chamará cubanos para combate ao coronavírus

Edital para mais de 5 mil vagas no Mais Médicos incluirá chamamento de cubanos que faziam parte do programa

Cuba afirma que EUA pressionam Opas a investigar Programa Mais Médicos. Foto: Agência Brasil

Cuba afirma que EUA pressionam Opas a investigar Programa Mais Médicos. Foto: Agência Brasil

Saúde

O Ministério da Saúde anunciou que irá abrir mais de 5 mil vagas para médicos atuarem no sistema básico de saúde a fim de conter o avanço do novo coronavírus no Brasil. O edital para a inscrição dos interessados começou nesta segunda-feira 16, quase junto com a notícia de que médicos cubanos que atuaram na edição antiga do programa também seriam convocados pelo governo.

“Vamos chamar médicos cubanos que estavam trabalhando no programa inicial, chamar estudantes de medicina do sexto ano – serão, com certeza, mais de 5 mil médicos”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, em entrevista ao canal GloboNews.

De acordo com o secretário, a atuação será focada na atenção primária à saúde no País, que receberá pacientes para serem testados com o Covid-19. Até o momento, segundo o Ministério, já são mais de 200 casos confirmados no Brasil. “A expectativa é que os médicos já comecem a atuar nos municípios no início de abril. Para garantir a contratação de todos os médicos, o Ministério da Saúde vai investir R$ 1,2 bilhão”, anunciou a pasta.

Os médicos cubanos que participavam do programa Mais Médicos foram desligados do programa após o encerramento da parceria no início do governo Bolsonaro, em 2019. Na época, cerca de 3.800 vagas foram deixadas em branco para que médicos brasileiros as preenchessem. No entanto, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15% dos profissionais brasileiros que integravam as equipes acabavam desistindo do cargo ao longo do ano.

“Por meio do programa Mais Médicos, de forma emergencial, os profissionais serão distribuídos em 1.864 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Capitais e grandes centros urbanos voltam a fazer parte do programa, que vinha priorizando municípios mais carentes. A mudança ocorre porque grandes cidades, com maior concentração de pessoas, são locais mais propensos à circulação do coronavírus.”, detalhou o Ministério.

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