Europa estuda manter fronteiras fechadas até setembro para evitar nova entrada do coronavírus

Se a proposta for aceita, os países europeus ficariam isolados durante a maior parte do verão, o que afetará fortemente a economia

Coronavírus-Romenia (Foto: Raul STEF / AFP)

Coronavírus-Romenia (Foto: Raul STEF / AFP)

Mundo,Saúde

Às vésperas do anúncio da prorrogação do fechamento das fronteiras da Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, citou a possibilidade de que as fronteiras europeias fiquem fechadas até setembro. Macron abordou o assunto em uma reunião com sindicatos na última sexta-feira 10.

O líder francês teria afirmado que os países da União Europeia estão considerando manter as fronteiras do espaço Schengen fechadas para não residentes no mínimo até setembro, segundou contou um dos participantes da reunião realizada por videoconferência ao canal BFMTV.

O bloco de 26 países, que mantém um espaço de livre circulação, anunciou o fechamento de suas fronteiras no dia 17 de março por ao menos um mês para o controle da epidemia do coronavírus. Até o momento, a previsão é que este prazo seja prorrogado provisoriamente para 15 de maio.

 

Nesse período, os estrangeiros estão proibidos de entrar na União Europeia, salvo residentes de longa data, diplomatas, médicos e profissionais que trabalham para conter a epidemia do novo coronavírus.

Turismo e economia em xeque

Se a proposta de setembro for aceita, os países europeus ficariam isolados durante a maior parte do verão no hemisfério norte, o que afetará fortemente a economia – em especial, o setor de turismo –, mas evitaria uma segunda onda de contaminação vinda de países atingidos tardiamente pela pandemia.

A hipótese aventada por Macron faz eco à fala da ministra da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, nessa semana. Na última quarta-feira 08, ela disse que este “não é o momento de comprar uma passagem para o outro lado do planeta, com todas as incertezas que podemos ter sobre o que será o estado da epidemia”.

Para o fechamento das fronteiras até setembro, a proposta precisa passar ser aprovada pelos 26 países do espaço Schengen, ou seja, 22 membros da União Europeia e os líderes da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. A próxima reunião da Comissão Europeia por videoconferência só deve acontecer no dia 23 de abril.

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