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Depois dos EUA, variante FLiRT da Covid-19 chega à Europa

A proximidade do verão no hemisfério norte e de grandes eventos como os Jogos Olímpicos de Paris preocupa os cientistas

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Covid-19 continua no ar. É o que atesta o novo pico de contaminações observado principalmente nos Estados Unidos. A França e outros países da Europa também apontam a presença em ascensão da variante batizada de “FLiRT”. A proximidade do verão no hemisfério norte e de grandes eventos como os Jogos Olímpicos de Paris preocupa os cientistas.

O serviço nacional de saúde da França alertou em boletim na quinta-feira 23 que as internações por suspeita de Covid estavam “em ligeira alta pela 5ª semana consecutiva (+8% em todas as faixas etárias)”, apesar de se manter em um nível inferior ao dos anos anteriores.

A revista L’Express cita o Centro para Controle e Prevenção de Catástrofes, dos EUA, que constatou que a variante Omicron KP.2, que está entre o grupo FLiRT, se tornou a cepa dominante no território norte-americano. No início de maio, ela representava 28,2% das contaminações, contra 3,8% no final de março. Em abril, a Covid-19 matou cerca de duas mil pessoas nos Estados Unidos, metade dos óbitos no mesmo período do ano passado.

Na Europa, a variante FLiRT circula em 14 países, principalmente na Espanha, relata L’Express. Por enquanto, a França apresenta poucos casos. No Brasil, a variante ainda não foi detectada.

O porta-voz da Sociedade de Doenças Infecciosas dos EUA, Aaron Glatt, ouvido pela Reuters, constatou “mudanças significativas nas variantes”, embora se registre um decréscimo do número de hospitalizações relacionadas com a Covid-19, “provavelmente devido à imunidade que muitas pessoas já têm”.

Estudos recentes citados pelo The New York Times indicam que os sintomas provocados tanto pela KP.2 quanto pela cepa precedente JN.1 são semelhantes aos de outras variantes: dor de garganta, coriza, tosse, dores de cabeça e no corpo, febre, congestão, fadiga e, em casos graves, falta de ar.

Para especialistas entrevistados pelo jornal americano, a KP.2 poderia infectar até mesmo pessoas que receberam a vacina mais atualizada. Ainda assim, a vacina oferece alguma proteção, especialmente contra casos graves, afirmam os especialistas.

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