Número 805,

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Klapisch mostra maturidade em 'O Enigma Chinês'

por Orlando Margarido — publicado 22/06/2014 09h34
No terceiro capítulo da trilogia iniciada com 'Albergue Espanhol', diretor mostra que ampliou suas fronteiras ao abordar temas mais universais

Sobre Xavier (Roman Duris), sabemos ser inapto para organizar a vida. Mas isso não é um problema aos 20 e poucos anos, quando o acompanhamos em Albergue Espanhol (2002). Nesta fase, o estudante segue para Barcelona num intercâmbio e lá conhece jovens de diversas origens, firma laços de amizade e flertes.

Tudo se torna mais complexo na fase dos 30 anos, quando sonha sem sucesso ser um renomado romancista, trama de Bonecas Russas (2005). É uma verdadeira tragédia, por fim, sua vida aos 40, como podemos testemunhar agora em O Enigma Chinês, terceiro capítulo da trilogia em tom de comédia romântica de Cédric Klapisch em cartaz.

Como nos demais filmes, o deslocamento a outra cultura leva Xavier a Nova York para ficar mais próximo dos dois filhos com Wendy (Kelly Reilly), que o abandonou em Paris para se casar com um americano. Há razões secundárias para sua permanência, como a amiga Isabelle (Cécile De France), a lésbica do grupo para quem ele funciona como pai doador. Para lá, em negócios ou em férias, segue outra antiga parceira de melhores momentos, Martine (Audrey Tautou).

O cenário de quebra-cabeças, a que alude o título original, aumenta com um casamento arranjado em razão da permanência no país. Para tudo isso e mais, como finalizar o romance que deseja, o protagonista tem de correr de forma inédita pela solução de seu destino.

Klapisch fez antes um cinema que os franceses intitulam de quartier, de bairro e simbólico, no simpático O Gato Sumiu. Assim como Xavier, ele também amadureceu e ampliou suas fronteiras para um tema universal.

Assista abaixo ao trailer do longa:

 

 

registrado em: Cédric Klapisch