Witzel quer pena maior para presos: “Tem que perder liberdade sexual”

Governador do Rio de Janeiro pediu aumento de pena máxima para 50 anos e disse que polícia carioca prende pouco

Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Política

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), defendeu o fim da visita íntima para condenados do crime organizado. A declaração ocorreu durante o 1º Encontro Nacional de Diretores de Departamentos de Homicídios, realizado na quarta-feira 18. O evento teve a participação de delegados de todo o país.

Para Witzel, é necessário restringir a “liberdade sexual” desses criminosos e estabelecer penas maiores. O aumento de pena máxima subiria de 35 anos para 50.

“A pena para criminosos do crime organizado não pode ser de 35 anos, tem que ser de 50 anos. O sistema que ele tem que ficar preso não pode ter visita íntima. Perdeu a liberdade? Tem que perder a liberdade sexual. Onde é que nós estamos com a cabeça? Você tira a liberdade do sujeito, mas não tira a liberdade sexual dele. O que que é isso? Perdeu sim”, afirmou.

O governador também anunciou a criação de cinco presídios verticais para suprir a falta de vagas no sistema prisional do Rio de Janeiro. Segundo ele, há um déficit de 300 mil vagas nas penitenciárias.

“Nós não prendemos demais, e sim, de menos. Falta vaga no sistema prisional”, disse Witzel. As novas penitenciárias terão áreas de ensino e de indústria, ele diz. De acordo com o governador, a medida é necessária para impedir rebeliões como as que ocorreram no Ceará e no Pará.

Outra crítica de Witzel foi ao pedido de federalização da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. A solicitação é da ex-procuradora Geral da República Raquel Dodge, feita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O governador pôs dúvidas sobre a capacidade da Polícia Federal em investigar crimes de homicídio.

“Tenho respeito pelos delegados de Polícia Federal. Eles sabem investigar lavagem de dinheiro, tráfico internacional, corrupção. A PF não tem expertise nenhuma na investigação de crimes de homicídio”, declarou. “Será que a Polícia Federal tem mais capacidade técnica do que as polícias para investigar? A PF não tem departamento de homicídios.”

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