Vídeo postado por Bolsonaro repercute até nos corredores da ONU

Correspondentes internacionais tuitaram sobre o vídeo obsceno que o presidente postou em sua conta para criticar o Carnaval

Vídeo postado por Bolsonaro repercute até nos corredores da ONU

Política

O vídeo postado pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira de Carnaval repercutiu entre jornalistas estrangeiros que atuam no Brasil. E não só entre eles. O conteúdo obsceno, que mostra duas pessoas dançando em cima de um ponto de táxi e uma delas urina na cabeça da outra – prática conhecida como “golden shower” – também foi assunto nos corredores da ONU.

Correspondente na Europa, o jornalista Jamil Chade postou em sua conta no Twitter que foi abordado por um embaixador europeu que lhe perguntou se tinha sido mesmo o presidente do Brasil que postou o vídeo ou se era uma conta fake.

 

Ao publicar o vídeo obsceno em sua conta, Bolsonaro disse “expor verdade” sobre blocos de Carnaval.

A vergonha internacional foi reforçada pelos tweets de correspondentes do The Guardian, Financial Times,  New York Times , para citar alguns. “O próprio NY Times noticiou o ocorrido e começou o texto dizendo: O artigo que você está prestes a ler pertence a um vídeo com conteúdo sexual, publicado pelo presidente da quarta maior democracia do mundo.”

Tom Phillips, correspondente do The Guardian para a América Latina, disse que alguém precisava tirar o celular do presidente.

 

O escocês Andrew Donnie ficou indignado com a publicação na conta do presidente. ““O presidente do Brasil está tuitando um vídeo de uma golden shower ao ar livre para seus 3,4 milhões de seguidores no que ele diz ser uma denúncia do Carnaval. #eunãoestouinventando”, escreveu.

 

A jornalista Mônica Waldvogel também chegou a duvidar que o post tenha saído da conta do presidente. 

 

O post reverberou e o próprio presidente interagiu com a jornalista numa conversa com outro internauta. Ao responder a um comentário de Mônica falando que faltava decoro ao presidente, Bolsonaro respondeu: “E pra vocês. Falta o que?”

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Repórter do site de CartaCapital

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