“Uma pessoa com HIV é uma despesa para todos aqui no Brasil”, diz Bolsonaro

Segundo o capitão, o programa de abstinência sexual foi criado pois o PT pregou que 'vale tudo' e chegou a um ponto de 'depravação total'

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

Política

O presidente Jair Bolsonaro resolveu se manifestar sobre a campanha do governo que incentiva a abstinência sexual como prevenção de gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis. Ao sair do Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta-feira 5, Bolsonaro disse que uma pessoa que vive com HIV é uma despesa para todos do Brasil.

“Uma pessoa com HIV, além de ser um problema sério para ela, é uma despesa para todos aqui no Brasil”, disse o presidente, que relatou como exemplo o caso de uma jovem que supostamente teve o segundo filho aos 15 anos e que contraiu HIV na terceira gravidez.

E Bolsonaro voltou a utilizar o Partido dos Trabalhadores como justificativa para suas ações. Segundo o capitão, o programa de abstinência sexual foi criado, pois “essa liberdade que pegaram ao longo do PT que vale tudo chega a esse ponto, uma depravação total”.

O programa que Bolsonaro comentou é idealizado pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, junto com o Ministério da Saúde. A iniciativa não tem suporte científico e por isso não deve ser levado em frente. É o que recomendaram as defensorias pública da União e de São Paulo ao governo federal.

A recomendação das defensorias é que os ministérios não veiculem a campanha, prevista para começar nos primeiros dias do mês de fevereiro, mês do carnaval. Além da falta de comprovação científica, os órgãos argumentam que a ineficácia desse tipo de iniciativa já foi refutada por pesquisas nacionais e internacionais.

Nos Estados Unidos, onde políticas de abstinência sexual existem há quase 40 anos, estudos não comprovaram queda nas taxas de gravidez na adolescência e muito menos na proliferação de infecções sexualmente transmissíveis a partir da recomendação do início tardio da vida sexual.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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