Teich já sugeriu que salvar idoso em vez de jovem é mais caro à Saúde

Médico escolhido para substituir Mandetta aparece em vídeo de 2019 em que discute sustentabilidade financeira da saúde pública

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich. Foto: Reprodução/YouTube

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich. Foto: Reprodução/YouTube

Política,Saúde

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, já sugeriu, em um vídeo de 2019, que pode ser preciso escolher entre a vida de um idoso e a de um adolescente, em nome da sustentabilidade financeira do sistema de saúde público. O vídeo foi publicado pelo canal no Instituto Oncoguia, na ocasião do 9º Fórum Nacional de Políticas em Oncologia, realizado em abril do ano passado. Na ocasião, Teich discute “a complexidade do sistema de saúde brasileiro”.

Em discurso, o médico afirma que “escolhas são inevitáveis” e se referiu à assistência médica a um paciente como um “investimento”. “Você tem uma coisa fundamental que é: como você tem dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas. Então, você vai ter que definir onde você vai investir”, declarou.

Em seguida, deu a entender que a tentativa de salvar a vida de um idoso pode ser menos sustentável para os cofres da saúde do que dedicar os investimentos à recuperação da saúde de um adolescente.

 

“Então, eu tenho uma pessoa mais idosa, que tem uma doença crônica, avançada, e ela deve uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar para investir num adolescente que está com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter uma vida inteira pela frente, e a outra é uma pessoa idosa que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?”, questionou.

Nas palavras seguintes, o médico diz que é preciso conhecer o quanto de dinheiro se tem e “qual a necessidade que você tem que sanar”, para então alocar os recursos da saúde.

Teich acaba de ser nomeado para substituir Luiz Henrique Mandetta no comando do Ministério da Saúde e entra na linha de frente das estratégias do país para combater o novo coronavírus.

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