Senador da CPI diz que, até agora, não viu omissão do governo

Para Marcos Rogério, a falta de leitos para o tratamento de pacientes com Covid-19 foi resultado da corrupção de governadores e prefeitos

Foto: Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Foto: Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Política

O líder do DEM no Senado, Marcos Rogério (RO), afirmou que, até o momento, não vê “indícios de omissão por parte do governo federal no enfrentamento à pandemia”.

Em seu entendimento, a falta de leitos para o tratamento de pacientes com Covid-19 foi resultado da corrupção de governadores e prefeitos.

“Foi a corrupção que solapou mais de R$ 160 milhões, desviados do enfrentamento à Covid para os bolsos de governadores e prefeitos. É isso que queremos investigar”, afirmou o senador em publicação no Twitter.

 

 

Membro da base governista na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o senador destaca também que o colegiado iniciará a investigação do uso de recursos federais destinados ao combate à pandemia nos Estados – o que tem sido amplamente defendido por senadores próximos ao Planalto.

Mais cedo, Rogério criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que coleciona desafetos com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmando que, na negociação do Estado com o Instituto Butantan, a “vaidade e a preocupação com o capital político” de Doria se sobrepuseram à vida da população.

Em depoimento à CPI nesta quinta-feira, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o governo federal teria recusado uma proposta da entidade que previa a entrega de 60 milhões de doses da Coronavac ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até dezembro de 2020.

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac e é distribuído no Brasil pelo instituto.

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