Política

Rui Falcão vê ‘relação tóxica’ entre Nunes e Bolsonaro e diz que objetivo do PT é barrar a extrema-direita nas capitais

O deputado avalia que a disputa em São Paulo, onde os petistas apoiam Boulos, é central

O deputado federal Rui Falcão em evento dos 30 anos de CartaCapital, em Brasília, em 14 de maio de 2024. Foto: Divulgação/CartaCapital
Apoie Siga-nos no

O deputado federal Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT, afirmou que o principal objetivo do partido nas eleições municipais deste ano é “impedir a volta do bolsonarismo”, especialmente nas capitais. A disputa na cidade de São Paulo, segundo ele, é central.

Na capital paulista, o PT apoia Guilherme Boulos (PSOL), cujo principal adversário deve ser o prefeito e postulante à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), candidato de Jair Bolsonaro (PL).

“Eu estou muito otimista: por um lado, há uma grande identificação da população com o presidente Lula, que apoia Boulos; de outro, há uma grande rejeição pelo fato de o prefeito ter apoio de Bolsonaro”, avalia Falcão. “[Nunes] Esconde esse apoio, mas Bolsonaro insiste em grudar nele e não há como escapar dessa relação tóxica.”

A declaração foi proferida em entrevista à reportagem na terça-feira 14, em Brasília, durante a primeira rodada de um ciclo de debates promovido por CartaCapital para celebrar seus 30 anos.

Para Rui Falcão, o PT tem de promover em outubro “um grande debate político”, fundamentado na defesa da democracia, na necessidade de um desenvolvimento nacional sobre novas bases e na redução da desigualdade.

Além disso, ressalta o deputado, é necessário garantir que os projetos municipais sejam coerentes com a visão nacional da legenda sobre o desesenvolvimento do País.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo