Raquel Dodge foi atacada por Dallagnol e procuradores da Lava Jato

Nem procuradora-geral da República foi poupada. Dallagnol sugeriu exposição de Dodge para imprensa

Raquel Dodge afirma que não haverá mudança nos valores do orçamento de 2019 com o aumento

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Política

Depois dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mensagens da Vaza Jato publicadas pelo site El Pais mostram outro desafeto da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba: Raquel Dodge, a procuradora-geral da República.

As conversas apontam que Dodge era vista como inimiga dos interesses da Operação por seu papel crucial em apresentar ao Supremo os acordos de delação premiada, nos quais estão inclusos nomes como o do empreiteiro Léo Pinheiro, peça-chave na prisão de Lula. Como procuradora-geral da República, Raquel Dodge é a chefe do Ministério Público Federal. “Raquel está destruindo o MPF, achincalhando a gente…[…] teria que ser incinerada publicamente, internamente e internacionalmente”, disse o procurador Anderson Lodetti em 2019. Mas os desafetos vêm de antes.

“Caros. O barraco tem nome e sobrenome. Raquel dodge”, disse um dos procuradores em um dos grupos compartilhados. Dias antes de Michel Temer indicar o nome da inimizade, Dallagnol especulou: “Bastidores: – Raquel Dodge se aproximou de Gilmar Mendes e é a candidata dele a PGR”. Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, já apareceu na série de reportagens após mensagens apontaram que o grupo queria impulsionar um movimento pró-impeachment do ministro.

Prestes a sair de férias em 2017, Dodge foi alvo de comentários irritados dos procuradores por não ter resolvido pendências referentes ao acordo de Léo Pinheiro com o Ministério Público Federal – que deveria ser validado pelo Supremo, o que não foi feito até agora. Sergio Moro, identificado como ‘russo’, foi um dos que cobraram do MPF mais respostas.

Por conta disso, Dallagnol incentivou que se liberassem informações sigilosas ’em off’ (ou seja, sem identificação da fonte) para a imprensa, um método chamado de ‘agressivo’ por ele. “Dá saudades do Janot [procurador no cargo antes de Dodge]“, concluiu.

Quando, já em 2018, Dodge mandou um link para o líder da força-tarefa com uma matéria cujo título é “Raquel Dodge coleciona atritos com procuradores da Lava-Jato”, Dallagnol se esquiva. “É uma pena que problemas dentro da instituição acabem expostos na imprensa. Como lhe disse, não temos essa prática de notas”, concluiu.

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