Política

Quem é Marconi Perillo, novo presidente do PSDB e aliado de Aécio

O dirigente tem 60 anos, foi governador por quatro vezes e faz oposição ao atual chefe do Executivo goiano, Ronaldo Caiado (União)

O presidente do PSDB, Marconi Perillo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-governador de Goiás Marconi Perillo foi escolhido nesta quinta-feira 30 para comandar o PSDB nos próximos dois anos, em substituição ao governador gaúcho, Eduardo Leite. A decisão foi tomada pelo novo diretório, eleito por votação de delegados e parlamentares durante uma convenção.

O partido renovou sua diretoria em meio à série de derrotas sofridas nos últimos anos. O ex-senador José Aníbal também se lançou à disputa, mas retirou seu nome de última hora.

Perillo tem 60 anos, foi governador por quatro vezes e faz oposição ao atual chefe do Executivo goiano, Ronaldo Caiado (União). Nas últimas eleições, o tucano disputou uma vaga ao Senado, sem sucesso.

Antes de chegar ao tucanato, foi filiado ao antigo PMDB, ao Partido Social Trabalhista e ao PP. Sua ida para o PSDB aconteceu em 1998, quando se ele se tornou um dos governadores mais jovens da história da redemocratização.

Aliado do deputado federal Aécio Neves (MG), o novo presidente tucano chegou a ser preso por um dia, em meio às investigações da Lava Jato sobre suspeitas de recebimento de proprina da Odebrecht.

A operação que resultou na prisão acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal em 2022, sob o entendimento de que o caso deveria ser tratado pela Justiça Eleitoral.

Agora, Perillo chega ao comando do PSDB tentando costurar uma candidatura ao Planalto em 2026 para se recolocar na oposição ao presidente Lula (PT). Durante seu discurso, ele afirmou que o partido não pode se confundir com a “oposição odienta” e elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

O processo de sucessão no PSDB aconteceu após a Justiça determinar, em setembro, a realização de novas eleições para a Executiva Nacional. A juíza Thais Araújo Correia, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, anulou um ato que prorrogaria o mandato de Bruno Araújo por dois anos.

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