“Quem apoiou o fascismo tem que fazer autocrítica”, diz Rui Costa

Para governador da Bahia, quem votou no presidente conhecia o discurso dele

Foto: Paula Froes/Govba

Foto: Paula Froes/Govba

Política

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), cobrou autocrítica de ex-apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que hoje assinam manifesto em favor da democracia.

Costa, no entanto, diz que apoia o “diálogo” e o “entendimento” entre diferentes segmentos sociais para superar a crise no país.

“Sou defensor do amplo diálogo, mas é preciso ser explícito para as pessoas. As pessoas que apoiaram o presidente da República apoiaram o conteúdo [do discurso de Bolsonaro]”, afirmou em live promovida pelo Valor Econômico nesta quinta-feira 4.

“Mas sou a favor, sim, de o PT participar de todos [manifestos]. É um movimento da sociedade brasileira, não é um movimento de um partido ou de outro”, ressaltou.

Para Costa, ao não assinar manifestos, o ex-presidente Lula quer deixar um recado. “Lula e outras pessoas do PT estão expressando: ‘não cobravam a nossa autocrítica, pelos erros que eventualmente o PT tenha cometido? Por que essas pessoas não fazem autocrítica por terem apoiado ou ter alimentado a serpente do fascismo?’”, conta.

Na conversa, o petista afastou a possibilidade de afastamento de Bolsonaro por ora. “Não há cenário no curto prazo para o processo de impeachment”, declarou. “O Congresso está funcionando virtualmente. Alguém consegue imaginar um impeachment virtualmente, sem protesto de rua? Só se fosse golpe de Estado”, conclui.

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