PSOL entra com ação contra Mario Frias na Comissão de Ética Pública

Documento pede apuração da conduta do ex-ator por andar armado na Secretaria Especial de Cultura e praticar assédio moral contra servidores

O secretário especial de Cultura, Mario Frias. Foto: Reprodução

O secretário especial de Cultura, Mario Frias. Foto: Reprodução

Justiça,Política

O PSOL acionou a Comissão de Ética Pública contra o chefe da Secretaria Especial de Cultura, o ex-galã Mário Frias, por informações de assédio moral contra servidores do órgão. A ação foi protocolada na terça-feira 25.

 

 

Assinado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o documento pede que a comissão instaure procedimento para apurar a conduta de Frias, “de maneira a resguardar os princípios constitucionais que vinculam a administração pública, bem como a plena observância da ética e integridade inerente ao exercício de qualquer cargo público”.

A ação se baseia em uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, em 21 de maio, que relata que Frias carrega uma arma na cintura à vista de todos enquanto está na Esplanada dos Ministérios. Além disso, o veículo reporta que há clima constante de assédio moral, com gritarias ouvidas de longe, vindas da secretaria.

“Os fatos narrados são extremamente graves e apontam para evidente situação de violação das normas éticas que devem ser observadas por todos os servidores públicos do governo federal, em especial o Código de Conduta da Alta Administração”, escreveu o deputado.

 

“Trata-se de situação que coloca os servidores e trabalhadores que atuam na instituição sob constante constrangimento, ameaça, cerceamento e, especialmente, medo”, diz Ivan Valente.

 

Procurada, a Secretaria Especial de Cultura ainda não se manifestou.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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