PSOL denuncia Bolsonaro por, ainda infectado, conversar sem máscara com garis

O partido acusa o presidente de ter colocado a saúde dos trabalhadores em risco

O presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, saiu de moto para passear por Brasília e encontrar seus simpatizantes depois de anunciar que testou negativo para a Covid-19 neste sábado, 25 de julho de 2020. AFP

O presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, saiu de moto para passear por Brasília e encontrar seus simpatizantes depois de anunciar que testou negativo para a Covid-19 neste sábado, 25 de julho de 2020. AFP

Justiça,Política

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Jair Bolsonaro por crime de infração de medida sanitária. Na quinta-feira 23, Bolsonaro, que ainda estava com Covid-19, conversou com garis no Palácio da Alvorada sem usar máscara.

“O Presidente, deliberadamente, ciente que estava infectado, expôs trabalhadores essenciais ao risco de contágio. Além de irresponsável, é desumano que a postura do Presidente da República diante dos trabalhadores”, diz a ação, que foi apresentada na última sexta-feira 24.

Em ação anterior, na qual Bolsonaro foi alvo do partido sob a mesma acusação, a PGR afirmou que “descartada a suspeita de contaminação”, o presidente “não poderia causar perigo de lesão ao bem jurídico”. Com o novo diagnóstico, o partido agora pretende explorar o argumento.

“É necessário que o Ministério Público Federal investigue se as atitudes do Representado que também restam enquadradas na lei de improbidade administrativa”, argumenta o partido. “Há um histórico de posturas do Presidente da República que corroboram com o tipo de conduta irresponsável que tomou no caso trazido à baila.”

O uso de máscara é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pelo próprio ministério da Saúde. O PSOL lembra, também, que o governo do Distrito Federal decretou que todos devem utilizar máscaras em locais públicos. Com isso, Bolsonaro descumpriu o decreto e está sujeito à multa, como aconteceu com seu ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

 

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Repórter do site de CartaCapital

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