Política

Procurador vê fortes indícios de lavagem de dinheiro em caso de Flávio Bolsonaro

Na petição, o procurador fez referências à compra e venda de dois apartamentos em Copacabana

Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil
 Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

O procurador da República Sérgio Pinel admite ter encontrado “fortes indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro” que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Após análise de documentos sobre os bens do senador, o procurador manifestou sua posição à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), em que pede que o caso seja transferido para o Ministério Público do Rio (MP-RJ) por entender que os supostos ilícitos encontrados não se configuram em crimes federais.

De acordo com o jornal O Globo, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão acatou o pedido e determinou que o caso seja encaminhado aos promotores estaduais. As acusações tratam da evolução patrimonial de Flávio, que adquiriu 19 imóveis desde 2003.

 

Segundo Pinel, “as circunstâncias em que as compras (imóveis) foram feitas sugerem que os registros do valor de compra foram subavaliados, com parte do valor sendo pago por fora, em típico modus operandi de quem pretende ocultar a proveniência ilícita dos recursos e os converter em ativos lícitos com uma valorização irreal dos bens comprados”.

Na petição, o procurador fez referências à compra e venda de dois apartamentos em Copacabana.

Um dos casos foi em 27 de novembro de 2012, quando Flávio e sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, compraram um imóvel na Rua Barata Ribeiro por R$ 170 mil, tendo os vendedores sido representados por Glenn Howard Dillard. Um ano depois da compra, o imóvel foi vendido por R$ 573 mil, “uma impressionante valorização de mais de 200% em curto período”.

O outro ocorreu em 27 de novembro de 2012, quando Flávio e Fernanda compraram um imóvel na Av. Prado Júnior por R$ 140 mil, tendo os vendedores, igualmente, sido representados por Dillard. Pouco mais de um ano após a compra, Flávio e a mulher venderam o imóvel por R$ 550 mil, mais uma vez uma valorização superior a 200% em curto período.

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