Política

PRF aposenta ex-diretor investigado por usar o cargo para pedir votos para Bolsonaro

A decisão sobre a aposentadoria foi publicada na edição do Diário Oficial desta sexta-feira 23

O ex-diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques (Foto: EBC)
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A Polícia Rodoviária Federal concedeu aposentadoria voluntária a Silvinei Vasques, que foi diretor-geral da corporação e é réu em uma ação de improbidade administrativa por suposto uso indevido do cargo ao pedir votos para o presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL).

A decisão sobre a aposentadoria foi publicada na edição do Diário Oficial desta sexta-feira 23. Vasques já havia sido demitido na terça-feira 20.

O bolsonarista, desde a vitória de Lula (PT), temia represálias do novo governo após as acusações de ter autorizado operações que visavam impedir o trânsito de eleitores no dia do segundo turno, principalmente em regiões onde o petista tinha mais votos.

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), chegou a afirmar que uma exoneração não encerraria as investigações em curso.

“Investigações administrativas e eventualmente policiais terão segmento nos termos da lei. Não haverá nenhuma orientação do Ministério da Justiça quanto ao conteúdo delas”, afirmou em entrevista coletiva. “Essa exoneração em nada altera o curso dessas investigações. Isso vale para todos, inclusive para este senhor.”

Dias antes da exoneração, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, já havia designado Vasques como integrante da Comissão de Coordenação da Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro.

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