Para General Heleno, prisão de militar com drogas foi “falta de sorte”

“Foi um fato muito desagradável”, disse o ministro da Segurança Institucional, que se diz preocupado com a repercussão internacional

Para General Heleno, prisão de militar com drogas foi “falta de sorte”

Política

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Augusto Heleno, considerou “falta de sorte” o fato de um militar brasileiro ter sido detido na Espanha, sob suspeita de tráfico de drogas, às vésperas da cúpula internacional que reúne as 20 maiores economias do mundo, em Osaka, no Japão. Heleno deu a declaração a jornalistas nesta quinta-feira 27. O general acompanha o presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão para participar do G20.

“Podia não ter acontecido, né? Falta de sorte ter acontecido justamente na hora de um evento mundial. Acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido. Foi um fato muito desagradável”, declarou o general à imprensa, diretamente do hotel em que está hospedado em Osaka.

O militar brasileiro Manoel Silva Rodrigues foi detido na terça-feira 25, no aeroporto de Sevilha, após terem sido encontrados em sua bagagem de mão 37 tijolos de cocaína de pouco mais de um quilo cada. A detecção da droga e a posterior detenção do militar ocorreram quando os membros da tripulação e suas bagagens passaram pelo controle alfandegário obrigatório no aeroporto. O sargento da FAB integrava uma comitiva de 21 militares que partiu de Brasília com destino a Tóquio, no Japão.

Ao ser questionado se o caso não revela uma grave falha de segurança, Heleno disse que “houve um problema que escapou” e que a FAB vai reforçar o seu esquema de segurança. “Todo mundo tem a sua mala revistada, inclusive nós e o presidente. Agora, esse sargento era da comissária. Ele chega muito antes. Não tem efetivo para manter durante todo o tempo um esquema de vigilância”, justificou.

 

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