O que diz Eduardo Bolsonaro sobre a operação que matou 25 no Jacarezinho

O filho do presidente Jair Bolsonaro reagiu à posição do PSOL em relação à intervenção policial, considerada o mais letal da história no Rio

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Foto: Alan Santos/PR

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Foto: Alan Santos/PR

Política

O deputado federal Eduardo Bolsonaro fez declarações sobre a operação policial no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, que deixou 25 mortos nesta quinta-feira. O filho de Bolsonaro criticou parlamentares do PSOL que vem criticando o resultado da ação, caso do deputado federal Marcelo Freixo.

 

 

 

“Não surpreende ver deputados do PSOL defendendo bandido enquanto policial tomba em serviço”, escreveu Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais. “Surpreende é pessoas acharem que PSOL defende pobre, quando é justamente nas zonas mais humildes que eles são menos votados As teorias psolistas não duram 1 dia de realidade numa favela”, completou.

 

Mais cedo, Freixo falou sobre o fracasso da operação em suas redes: ” Uma operação policial começou no horário em que milhares de pessoas estão saindo de suas casas p/ trabalhar. Famílias em pânico e moradores e policiais baleados: uma operação com esses resultados já fracassou”, escreveu.

O filho de Bolsonaro afirmou que a argumentação do partido tem base ’em teorias socialistas elaboradas em seus castelos’ e ainda falou sobre a necessidade de uma libertação de narrativa imposta pelo ‘domínio esquerdista’.

“O conservador quer mais é criar sua família, ter condição de presentear num natal com as pessoas que ama e,assim, os ‘profissionais do Estado’, ainda que minoria, vão dominando-os. O conservador não entende, se pergunta como pode uma TV ou jornal considerar opiniões tão exdrúxulas”, acrescentou em sua publicação.

No fim da tarde, Freixo anunciou que o PSOL, juntamente com a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), e a presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Dani Monteiro, acionariam a Procuradoria-geral de Justiça do Rio de Janiro e governo do Estado para questioná-los sobre a operação.

“Hoje moradores foram baleados dentro de suas casas, vítimas foram feridas no trem, famílias viveram o terror quando saíam de casa p/ trabalhar e 25 pessoas perderam a vida, dentre elas o policial civil André Frias”, escreveu.

 

 

“Não vamos tirar os nossos jovens do crime na base do tiro. Eles estão morrendo, gerações estão se perdendo e famílias sendo destruídas. O RJ precisa mudar e ter uma política de segurança inteligente e eficaz, que respeite a vida dos moradores das favelas e dos policiais”, completou.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, representantes da Polícia Civil negaram que a operação tenha sido uma execução, e só reconheceram como tal a morte do policial André Farias, baleado na cabeça quando retirava uma barricada. Ainda de acordo com a corporação, as 24 pessoa mortas eram suspeitas.

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