Política

Nos 44 anos do PT, Lula defende ‘retorno às raízes’ e presença nas ruas e nas redes

No início do mês, o presidente havia feito duras cobranças à direção do partido na cerimônia de filiação de Marta Suplicy

O presidente Lula em agenda no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de 2024. Foto: Mauro Pimentel/AFP
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O presidente Lula publicou uma mensagem sobre o aniversário de 44 anos do Partido dos Trabalhadores, neste sábado 10, na qual defendeu conciliar um “retorno às raízes” e uma renovação para “vencer novos desafios da era digital”.

Segundo ele, é preciso “ocupar as ruas” e conversar com cidadãos em igrejas, locais de trabalho, universidades e movimentos sociais. “Mas é preciso também promover o debate nas redes sociais. Combater o ódio, a desinformação e as fake news.”

Ao longo de mais de quatro décadas, disse Lula, o PT enfrentou a ditadura, o neoliberalismo, a crise mundial de 2008, o golpe contra Dilma Rousseff em 2016 e o que ele classificou como “a injustiça e o ódio das elites”.

Em 2 de fevereiro, Lula fez duras cobranças à direção do PT durante a cerimônia que marcou a volta de Marta Suplicy ao partido, ao qual ela esteve filiada por 33 anos, até 2015. Ela será a vice de Guilherme Boulos (PSOL) na eleição para a prefeitura de São Paulo.

Na ocasião, em uma mensagem direta à cúpula partidária, o presidente pediu reflexão sobre como o PT pode “dar a volta por cima”.

“Para a gente voltar a ter mais vereadores, deputados e senadores. Na última eleição em São Paulo, tinham candidatos a vereador que não tinham um desgraçado de um panfleto”, criticou.

“Quem tiver raiva de mim pode falar. Eu já tenho 78 anos, já sou presidente pela terceira vez, já fiz mais do que imaginei que poderia fazer. E agora eu quero salvar este partido, porque é a coisa mais importante que tem neste País.”

Lula também afirmou que o PT tem “20% de preferência eleitoral, mas na eleição de 2020 só teve 5% de votos na legenda para vereador”.

“Alguma coisa está muito errada. E o que está errado é que a gente precisa escolher como candidatos a vereador do PT as pessoas que são lideranças reais no movimento social, não aquele que quer ser candidato apenas”, prosseguiu. “Precisamos voltar a fazer uma avaliação do movimento social, a liderança daquele bairro, daquela vila, daquele sindicato, e motivar aquelas pessoas a se candidatarem a alguma coisa.”

Segundo ele, “no dia em que o PT recuperar a razão, vai obrigar que todos os seus candidatos, em vez de colocar seu próprio nome, coloquem o PT, a estrela do PT, para ver se a gente consegue chegar nas eleições à mesma votação que temos na pesquisa”.

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