Política

Na web, Bolsonaro ignora Moro e demissão de Santos Cruz

Presidente reclamou de derrota do decreto sobre armas na CCJ do Senado

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Bolsonaro está chateado depois que seu decreto de flexibilização do porte de armas foi duramente rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, na última quarta-feira 12. Em sua tradicional transmissão ao vivo no Facebook, o presidente da República reclamou sobre a dificuldade de levar o projeto adiante. Curiosamente, ignorou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o general Santos Cruz, demitido nesta quinta 13.

Ao lado do deputado Marco Feliciano (PODE-SP), o presidente citou os Estados Unidos como um exemplo de sucesso na facilitação do porte de armas. “Se alguém entrar na casa do americano e levar chumbo, se a pessoa morreu ou não, o dono da casa que atirou não tem problema nenhum”.

Feliciano também seguiu na mesma linha que o presidente. “Eu sou evangélico, sou pastor e apoio o decreto das armas. O cidadão de bem tem o direito de defender seu patrimônio. Na América, as casas das pessoas não têm muro. Ninguém tem coragem de entrar na casa do americano porque sabem que todo mundo tem uma arma”, argumentou.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, um dos principais defensores do decreto de armas, não foi citado durante a transmissão. Bolsonaro também manteve silêncio sobre os escândalos dos vazamentos noticiados pelo portal The Intercept Brasil. Igualmente, ignorou a demissão do general Santos Cruz, ocorrida poucas horas antes da live.

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