Na ONU, Bolsonaro vai rebater críticas feitas em relação à Amazônia, diz Mourão

Presidente tentará reverter o discurso de que governo brasileiro segue inerte na questão ambiental

O presidente Jair Bolsonaro, durante discurso na ONU em 2019. Foto Alan Santos PR

O presidente Jair Bolsonaro, durante discurso na ONU em 2019. Foto Alan Santos PR

Política

O vice-presidente Hamilton Mourão confirmou que o presidente Jair Bolsonaro vai usar o discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira 22 para rebater as críticas feitas ao Brasil em relação à Amazônia.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro tentará reverter o discurso de que governo brasileiro segue inerte na questão ambiental e, mais uma vez, deve afirmar que há uma perseguição contra o Brasil no contexto internacional. Tradicionalmente, o discurso de abertura da reunião é feito pelo presidente brasileiro.

“(Bolsonaro) vai tocar na Amazônia, mostrar em princípio o que estamos fazendo”, disse Mourão ao chegar ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira 21 e citando ações como a criação do Conselho Nacional da Amazônia Legal e a operação do Exército contra as queimadas na floresta.

De acordo com o vice-presidente, o discurso de Bolsonaro vai focar no esforço do governo brasileiro para combater as irregularidades na floresta. “Não é simples, fácil, elas (irregularidades) continuar a ocorrer, infelizmente”, afirmou Mourão. O vice coordena o Conselho da Amazônia Legal, criado para planejar o combate ao desmatamento ilegal na região.

A segunda participação de Bolsonaro na convenção ocorrerá de modo virtual por causa da pandemia do novo coronavírus.

A fala é cercada de expectativa após uma estreia, no ano passado, considerada agressiva. Depois de ajustes pedidos pelo presidente o discurso foi gravado na última quarta-feira, e enviado no dia seguinte para a organização da Assembleia-Geral da ONU.

 

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem