‘Minoria que foi às ruas é de dar dó’, diz Bolsonaro sobre atos convocados pelo MBL

Presidente criticou manifestações contrárias ao seu governo puxadas pelo MBL e Vem pra Rua com apoio de setores da esquerda

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Política

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que manifestantes que foram às ruas neste domingo 12 de setembro protestar contra seu governo são ‘minoria de dar dó’. A declaração foi feita a apoiadores no cercadinho do Alvorada nesta segunda-feira 13.

“A maioria da população é de bem, essa minoria que é contra e que foram às ruas ontem são de dar dó, dignas de pena”, disse o presidente aos bolsonaristas reunidos em frente à residência oficial.

“O que eles pregam, o que eles falam…o que um cara falou em São Paulo da minha esposa é inacreditável. É sinal que não tem razão, perderam a noção da realidade e vão pra questões pessoais da família da gente. Mas não vão me tirar daqui de jeito nenhum”, acrescentou o presidente.

Os atos deste domingo, criticados por Bolsonaro, foram puxados por movimento de direita ex-aliados de Bolsonaro, como Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua, além de integrantes da base do governo como PSDB e Novo. Os protestos ocorreram em diversas capitais e, além da direita, contaram com o apoio de setores da esquerda como algumas centrais sindicais e partidos como o PDT.

O slogan dos atos inicialmente era ‘Nem Bolsonaro, nem Lula’, alterado dias antes para tentar atrair a esquerda aos protestos. PT, PSOL, CUT e líderes do movimento ‘Fora Bolsonaro’ optaram por não participar. Apesar de abolir o slogan como oficial, o tema ‘nem um, nem outro’ esteve presente em faixas, discursos e até em um ‘pixuleco’ inflável com as figuras do petista e do atual presidente em roupas de presidiários e camisa de força.

Na conversa, Bolsonaro cobrou por diversas vezes que os apoiadores ‘se informem’ melhor para não correrem o ‘risco de serem enganados’, repetindo novamente que há um risco do Brasil ‘virar uma Venezuela’.

O ex-capitão tratou ainda da alta inflação registrada no País, afirmando que a culpa não é da sua gestão econômica, liderada por Paulo Guedes, mas sim da pandemia.

“Pessoal fala que a comida tá cara, mas inflação foi no mundo todo. É consequência da pandemia. Inclusive aqueles que falavam ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, vem a conta agora e me culpam. Quem mandou ficar em casa não fui eu”, tentou justificar.

Sem máscara, o presidente afirmou ainda que não tomou vacina e que possivelmente foi reinfectado por Covid-19, sem fornecer muitos detalhes.

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Repórter do site de CartaCapital

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