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Mino Carta: “Manutenção de Pizzolato na Itália não é uma vingança pelo caso Battisti”

Política

A Justiça italiana negou, nesta terça-feira 28, o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. Pizzolato foi condenado, pelo Supremo Tribunal Federal, a 12 anos e sete meses de prisão no Brasil por lavagem de dinheiro e peculato na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Sobre a decisão da justiça italiana, o diretor de CartaCapital, Mino Carta, fez o seguinte comentário: “Não se trata de um troco, vingança ou uma espécie de vendeta por conta da não-extradição de Cesare Battisti [ex-ativista italiano cujo pedido de extradição foi negado pelo governo brasileiro]. As alegações básicas que impediram a extradição de Pizzolato são semelhantes ao que alegou Battisti. O argumento central foi que na Itália Battisti correria risco de vida. Os presídios italianos apresentariam esse tipo de risco para quem lá está, sobretudo para alguém com o currículo do Battisti. É obvio, contudo, que na Itália os presídios não caracterizam esse tipo de risco, isso é de uma obviedade absoluta. Já no Brasil, não. Aqui existe um risco real.”

E completou o jornalista fundador de CartaCapital: “Outro fato fundamental é que a Itália reconhece a cidadania italiana de Pizzolato, que a tem de fato”. Por fim, Mino Carta avisa que o assunto será tratado de forma mais clara pelo jurista e colunista de CartaCapital Wálter Fanganielo Maierovich em sua coluna na próxima edição de CartaCapital, que começa a circular nesta sexta-feira 31 de outubro.

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