Economia

Ministério dos Transportes é o mais atingido por novo bloqueio orçamentário; veja a lista

São 394 milhões de reais contingenciados na pasta; 14 ministérios são afetados

O ministro dos Transportes, Renan Filho. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O governo federal divulgou uma projeção nesta quinta-feira 30 que aponta o Ministério dos Transportes como a pasta mais atingida pelo bloqueio no Orçamento deste ano anunciado pela equipe econômica na semana passada.

O bloqueio ocorre após o governo ter identificado um aumento na previsão do déficit primário no ano que vem, estimado em 203,4 bilhões de reais. O Ministério da Fazenda quer zerar esse número com a ampliação da arrecadação de impostos e com o contingenciamento de gastos públicos.

Nesse sentido, o governo anunciou o contingenciamento de 1,1 bilhão de reais no Orçamento deste ano, sendo que 394,1 milhões de reais atingirão os Transportes.

O ministério é um dos principais executores das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, carro-chefe dos planos de infraestrutura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Ministério das Cidades aparece como o segundo mais afetado, com 228,2 milhões de reais contingenciados. Na sequência, vêm o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com 226,3 milhões bloqueados, e o Ministério da Defesa, com 201,3 milhões de reais.

Veja, a seguir, a ordem das pastas mais atingidas e os valores dos bloqueios, em milhões:

  • Transportes: R$ 394.195.216
  • Cidades: R$ 228.208.219
  • Integração: R$ 226.365.945
  • Defesa: R$ 201.339.403
  • Fazenda: R$ 198.137.956
  • Ciência e Tecnologia: R$ 79.276.439
  • Cultura: R$ 58.195.282
  • Relações Exteriores: R$ 40.206.033
  • Meio Ambiente: R$ 33.157.186
  • Presidência da República: R$ 33.071.480
  • Justiça e Segurança Pública: R$ 31.071.723
  • Portos e Aeroportos: R$ 29.613.789;
  • Pesca e Aquicultura: R$ 25.652.502;
  • Agricultura: R$ 23.956.914.

Esse é o quarto bloqueio no Orçamento deste ano. Houve também contingenciamentos em maio (1,7 bilhão de reais), em julho (1,5 bilhão de reais) e em setembro (600 milhões de reais).

Segundo o governo, desta vez, houve desbloqueios de verbas para quatro pastas.

O Ministério da Saúde tem 452 milhões de reais liberados; Direitos Humanos terão 3 milhões de reais; Mulheres, 2,7 milhões de reais; e Igualdade Racial, 2,5 milhões de reais.

Em nota, o governo informou que o valor total bloqueado neste ano corresponde a 4,95 bilhões de reais, que representam 0,26% do total de despesas primárias sujeitas aos limites, de 1,95 trilhão de reais.

O governo também ressaltou que o bloqueio atual não é definitivo e pode ser revisto nos próximos bimestres – pode, inclusive, ser totalmente eliminado, caso despesas previstas deixem de ocorrer.

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