Política

‘Mijoias’: Michelle Bolsonaro ironiza investigação sobre desvio de joias e diz que vai lançar linha de produtos

A ex-primeira-dama é alvo da investigação e deverá prestar depoimento à Polícia Federal sobre possível desvio dos presentes recebidos durante mandato de Jair Bolsonaro

Foto: Isac Nóbrega/PR
Apoie Siga-nos no

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ironizou o suposto esquema de desvio e venda de joias investigado pela Polícia Federal. Segundo Michelle, o assunto seria uma tentativa de integrantes do governo em ‘desfocar’ o foco da CPMI que investiga os atos golpistas de 8 de Janeiro.

“Não é por poder não. Ficam falando ‘Como assim não entregaram as joias? Por que querem joias?’ desviando o foco da CPI”, disse. “Mas, vocês pediram tanto e falaram tanto de joias que, em breve, teremos lançamento Mijoias pra vocês. Vou fazer uma limonada docinha desse limão”, ironizou neste sábado 25 durante evento do PL Mulher em Pernambuco.

Michelle Bolsonaro é investigada no caso das joias e foi citada em mensagens resgatadas no celular de Mauro Cid.

Diferente do afirmado, as investigações a respeito dos desvios das joias e a CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro estão cada vez mais próximas de um ‘encontro’. Parlamentares suspeitam que o dinheiro da venda e desvio dos presentes recebidos por Jair Bolsonaro enquanto presidente pode ter sido utilizados para financiar os atos golpistas contra os três poderes.

Embora a ala governista do governo insista que a CPMI investigue as joias, o presidente da Comissão, Arthur Maia, já afirmou que não irá incluir a investigação na pauta. “Se quiserem, que façam outra CPI”, reforçou durante coletiva de imprensa na semana passada.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo