Política

MBL protocola pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro

O movimento acusa o presidente de cometer crimes de responsabilidade e estelionato eleitoral

Deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP). Foto: reprodução
Deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP). Foto: reprodução

O Movimento Brasil Livre (MBL) protocolou, na tarde desta segunda-feira 27, o pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. O líder do movimento, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), disse em coletiva que o ex-capitão cometeu vários crimes de responsabilidade e estelionato eleitoral.

“O recente episódio com o ex-ministro Sérgio Moro demonstra que a preocupação do presidente Jair Bolsonaro com a Polícia Federal é blindar o próprio filho, o Carlos Bolsonaro, acusado de coordenar uma rede de notícias falsas. O filho Flávio Bolsonaro também. E também blindar seus aliados e utilizar a polícia para meios políticos”, disse o parlamentar.

 

Com esse novo pedido, já são quase 30 processos que foram protocolados na Câmara dos Deputados. O presidente da casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que criação de CPI e processo de impeachment não serão prioridades neste momento.

Na semana passada, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), protocolou na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. A solicitação também é assinado pelo presidente do partido, Carlos Lupi.

Ciro e Lupi acusam Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no último domingo 19, quando o presidente discursou em uma manifestação que pedia o fechamento do Congresso e do STF.No texto, os políticos dizem que “a incitação de manifestação contra os Poderes constituídos, a presença, apoio e endosso do presidente da República a pedidos de ruptura da ordem constitucional, do fechamento do Congresso Nacional e do STF” e a adoção de atos institucionais autoritários são uma “afronta ao princípio da separação dos Poderes, sendo, portanto, crimes de responsabilidade”.

Outros pedidos são assinados por políticos como Alexandre Frota (PSDB-SP),  ex-aliado do presidente,  por partidos como PSOL e por integrantes da sociedade civil.

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