Manifestantes fazem ato contra Bolsonaro e pedem por vacinação

Ato divide legendas em razão da Covid-19; organizadores recomendam uso de máscara e distanciamento

Manifestantes em ato no Rio de Janeiro contra Bolsonaro neste sábado, 29. Crédito: Mauro Pimentel/AFP

Manifestantes em ato no Rio de Janeiro contra Bolsonaro neste sábado, 29. Crédito: Mauro Pimentel/AFP

Política

Movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de oposição vão às ruas neste sábado, 29, em protestos contra o presidente Jair Bolsonaro e a gestão federal. Os atos criticam a condução federal na pandemia, pedem a vacinação em massa da população, além de defenderem o impeachment do presidente.

A mobilização deste sábado vem em resposta às manifestações de apoiadores do presidente, como a “motocada” que aconteceu no último domingo, 23, no Rio de Janeiro. Apesar de abandonarem a defesa do “fique em casa”, os grupos defendem que é possível ir às ruas de maneira segura, com o uso de máscaras e distanciamento social.

Em São Paulo, o ato teve início às 16h na avenida Paulista. Centenas de manifestantes romperam as barreiras que impediam o acesso ao vão do Masp e se abrigaram lá dentro enquanto chovia. Apesar do incentivo ao distanciamento social e ao uso de máscaras, houve muita aglomeração e, por causa da chuvas, os equipamentos de proteção ficaram encharcados. Manifestantes ligados a movimentos sociais como a União Nacional dos Estudantes e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ajudaram na distribuição de máscaras PFF2 e pediam o uso do equipamento durante todo o ato.

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Em Brasília, deputados de partidos de esquerda discursaram na Esplanada dos Ministérios, onde participantes tentavam se organizar em filas. “Estamos diante de uma crise sanitária que matou quase meio milhão de brasileiros”, disse a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). A deputada Erika Kokay (PT-DF) também participa da manifestação em Brasília, além de representantes de entidades estudantis e associações, como a CUT.

No centro do Rio de Janeiro, quase 10 mil pessoas protegidas com máscaras compareceram à manifestação convocada por várias organizações de esquerda e movimentos estudantis e desfilaram aos gritos de “Fora Bolsonaro”, “Bolsonaro genocida”, “Vacina já” e “Fora Bolsovírus”.

Em Belo Horizonte, uma multidão se reuniu na praça da Liberdade, região centro-sul, e saiu em direção ao centro da capital, ora cantando a música que marcou a luta contra a ditadura, Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, ora gritando “Fora Bolsonaro”. Das janelas dos prédios, houve panelaço.

No Recife, a manifestação com centenas de pessoas terminou com forte repressão da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), que disparou com balas de borracha e usou spray de pimenta e bombas de efeito moral em manifestantes.

O ato #29MForaBolsonaro também reuniu centenas no centro de Salvador. Além do impeachment contra o presidente Bolsonaro, os manifestantes cobraram, sob gritos de “vacina, trabalho e pão”, a responsabilização pela negligência do governo federal frente à pandemia.

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