Política

Maia diz que pediu para Bolsonaro repensar sobre o adiamento do ENEM

Rodrigo Maia afirmou que o presidente ficou ‘sensível’ ao assunto e prometeu uma resposta. Data não foi modificada mesmo após críticas

(Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)
(Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou a jornalistas que pediu ao presidente Jair Bolsonaro para reconsiderar o não-adiamento do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) até o momento. Segundo Maia, Bolsonaro teria ficado “sensibilizado” e prometido uma resposta final sobre o assunto.

Maia afirmou que o assunto tinha grande interesse dos deputados e da sociedade, e que seria melhor costurar um acordo com o Planalto do que simplesmente fazer um decreto legislativo ou um projeto de lei que fosse contra a determinação do Ministério da Saúde, comandado por Abraham Weintraub, um defensor da data original.

A reunião aconteceu nesta quinta-feira 14 após Rodrigo Maia ir visitar o Gabinete de Crise montado no Palácio do Planalto para lidar com a pandemia de coronavírus. O convite foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e pelo Secretário de Governo Luiz Eduardo Ramos. Depois, o deputado teria encontrado o presidente rapidamente.

Apesar do café amistoso com Rodrigo Maia, Jair Bolsonaro o criticou na manhã desta quinta-feira 14 por entregar a relatoria da Medida Provisória de redução de cargos e salários ao deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). A atitude foi vista pelo presidente como uma tentativa de “ferrar o governo”.

Questionado sobre essas e outras críticas do presidente a sua gestão, Maia tentou colocar panos quentes dizendo que seu papel era o de “criar pontes”, além de ter defendido Orlando Silva ao dizer que o parlamentar aprovou, com unanimidade, todas as matérias que relatou até hoje ao longo da presidência de Maia.

“Meu papel institucional é levar ao presidente a pauta da câmara, mostrar o que estamos fazendo e o que acreditamos de forma majoritária. Nós divergimos em relação ao isolamento, mas isso não pode nos dividir. Temos que sentar na mesa e discutir, por exemplo, a importância da gente conseguir acelerar e aumentar o número de brasileiros testados.”, disse o deputado.

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