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Macron acusa Bolsonaro de mentir e França se opõe a acordo UE-Mercosul

O primeiro-ministro da Irlanda também ameaçou votar contra o acordo comercial se o Brasil não respeitar seus ‘compromissos ambientais’

Os presidentes Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Foto: Frederico Mellado/ARG
Os presidentes Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro. Foto: Frederico Mellado/ARG

As declarações do presidente brasileiro Jair Bolsonaro sobre a crise na Amazônia continuam tendo desdobramentos importantes na Europa nesta sexta-feira 23. O presidente francês Emmanuel Macron acusa Bolsonaro de ter ‘mentido’ sobre o clima no G20 de Osaka, e a França se opõe ao acordo UE-Mercosul, segundo declarações do Palácio do Eliseu.

Na quinta-feira 22, Macron propôs que a “crise internacional” da Amazônia seja uma prioridade na cúpula do G7 neste fim de semana em Biarritz, no sudoeste da França. Macron disse em seu Twitter que “nossa casa está queimando”.

A chanceler alemã Angela Merkel manifestou apoio nesta sexta-feira ao presidente francês por meio de seu porta-voz, considerando que os incêndios na Amazônia constituem uma “situação urgente” que deveria sim ser discutida durante a cúpula do G7, apesar das acusações de ingerência por parte de Bolsonaro. O presidente brasileiro acusou seu colega francês de ter “uma mentalidade colonialista” e de querer “instrumentalizar” o tema “para ganhos políticos pessoais”.

E as repercussões não param por aí. O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, ameaçou votar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul se o Brasil não respeitar seus “compromissos ambientais”, em meio a críticas ao presidente Jair Bolsonaro pelos incêndios que assolam a Amazônia. Segundo o primeiro-ministro, “de maneira alguma a Irlanda votará a favor do acordo de livre comércio UE-Mercosul se o Brasil não cumprir seus compromissos ambientais”.

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