Política

Lesa Pátria: alvo da PF pelo 8 de Janeiro mantinha 70 armas e mais de R$ 800 mil em dinheiro vivo em casa

Itens foram apreendidos pela Polícia Federal durante uma operação de busca e apreensão contra financiadores da tentativa de golpe

Foto: Reprodução
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A Polícia Federal apreendeu 70 armas de fogo e uma quantia que supera os 800 mil reais em dinheiro vivo na casa de um dos alvos da 25ª fase da Operação Lesa Pátria, que mirou participantes do atos golpistas do 8 de Janeiro, deflagrada na quinta-feira 29.

Os itens estavam na casa de Frederico Moraes de Barros Carvalho, em Palmas, no Tocantins. Ele é suspeito de ser um dos financiadores da tentativa de golpe de Estado e foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Entre as armas, há equipamentos de alto calibre, como fuzis e espingardas. Já o dinheiro estava dividido em mais de 100 maços de notas, que incluíam moeda estrangeira. Eram 20 mil euros e 126 mil dólares. O restante da quantia mantida por Carvalho era em notas de reais.

Foto: Polícia Federal

Frederico Mores de Barros Carvalho não foi preso, mas está na mira da PF por ter, supostamente, financiado o fechamento de uma rodovia em Palmas logo após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022. As buscas feitas pela polícia nesta quinta visam, justamente, colher provas da acusação.

Carvalho é um empresário da região, reside em um bairro nobre da capital e atua no ramo imobiliário. Uma caminhonete dele foi um dos veículos flagrados na rodovia naquela ocasião. A ação levou pânico e violência, contando, inclusive, com a queima de pneus para impedir a circulação no local.

A ação contra ele, conforme citado, ocorreu no âmbito da operação Lesa Pátria desta quinta-feira. Na operação, com autorização do Supremo Tribunal Federal, a PF mirou financiadores dos atos golpistas. Na parte principal da Lesa Pátria, 3 mandados de prisão foram cumpridos contra empresários, dois deles sócios de uma rede de mercados do Distrito Federal.

Em nota, a defesa do empresário tocantinense justificou o arsenal mantido por ele como uma coleção, trazida, segundo eles, legalmente dos Estados Unidos. O dinheiro, alegam, também teria sido declarado aos órgãos brasileiros. Já sobre a participação nos atos, o comunicado diz que Carvalho nunca montou acampamento nos quartéis do Exército, nem esteve em Brasília no 8 de Janeiro. O texto reconhece, porém, que ele ajudou manifestantes, que eram seus ‘conhecidos’, em Palmas com o transporte de pneus para o protesto após a vitória de Lula, sob a justificativa de ‘organizar o trânsito’ e ‘evitar acidentes’ com a redução do fluxo de veículos na ponte fechada pelos bolsonaristas.

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