Jair Bolsonaro: indígenas são “latifundiários pobres em terras ricas”

Declaração do presidente ocorreu em abertura de evento empresarial em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante abertura de evento em São Paulo. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante abertura de evento em São Paulo. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Política

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que índios “são latifundiários pobres em cima de terras ricas” em discurso a empresários nesta quinta-feira 10. A declaração ocorreu durante abertura do evento Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo.

Bolsonaro falava sobre seu percurso pelo Brasil, iniciado há quatro anos, até sua chegada à presidência da República. O presidente contou sobre sua visita a Roraima, estado que ele chamou de “engessado” em sua legislação.

“É um estado riquíssimo, mas que está engessado por certas legislações que nós queremos mudar. Não é apenas para o bem do governador de Roraima [Antonio Denarium, do PSL], mas para o bem do seu povo. E seu povo tem brancos, negros e índios, em especial. Índios que querem se integrar cada vez mais na sociedade. Índios que também falam a verdade, que são, por vezes, latifundiários pobres em cima de terras ricas”, declarou.

Em seguida, o presidente afirmou também que, se fosse “rei de Roraima”, em 20 anos, o estado teria uma economia similar à do Japão. Depois, ele citou a Amazônia e pediu para que investidores internacionais conheçam a região.

“Aproveito a oportunidade para convidar as pessoas de fora que estão aqui, conheçam a Amazônia. Vocês não serão queimados, podem ter certeza. Afinal de contas, o que, muitas vezes, muitos jornais e televisões mostram não é a realidade. É uma área lindíssima, quase totalmente preservada”, disse.

O presidente participou da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2019, que contou também com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno. O evento ocorre nos dias 10 e 11 de outubro.

Entre os palestrantes na agenda estão os ministros Ernesto Araújo, Paulo Guedes e Tereza Cristina, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

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