Política

Hackers da Vaza Jato não obedeceram a um mandante nem receberam dinheiro, conclui PF

Com base em relatório da Polícia Federal, o Ministério Público Federal pediu à Justiça o arquivamento da investigação

Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Federal concluiu que os hackers responsáveis por acessar os celulares de procuradores da Lava Jato não foram pagos e agiram sozinhos. Com base nesse entendimento, o Ministério Público Federal pediu à Justiça o arquivamento da investigação.

A informação foi divulgada inicialmente pelo site da revista Veja, nesta quinta-feira 12. Horas depois, a CNN Brasil publicou a manifestação do MPF, assinada pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira. Agora, cabe ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, decidir se acata a solicitação de arquivamento.

O inquérito aberto no âmbito da Operação Spoofing surgiu em 2019, meses depois da divulgação das primeiras reportagens, pelo site The Intercept Brasil, que compõem a chamada Vaza Jato. Outros veículos, como CartaCapital, publicaram matérias sobre os bastidores da Lava Jato.

As conversas divulgadas a partir da interceptação de celulares de autoridades, como do então chefe da operação, Deltan Dallagnol, expuseram a proximidade entre procuradores de Curitiba e o então juiz Sergio Moro. Os diálogos tiveram papel importante nas decisões judiciais que reconheceram a suspeição de Moro em processos contra o ex-presidente Lula.

A PF analisou depósitos nas contas de Walter Delgatti Neto, um dos membros do grupo investigado, mas afirmou não ter verificado “qualquer vínculo com possíveis mandantes das invasões aos dispositivos eletrônicos de autoridades públicas”.

Assim, conforme o parecer assinado pelo delegado Fábio Shor, os elementos obtidos “não permitem concluir a existência de uma terceira pessoa que teria selecionado os alvos e determinado a invasão de seus dispositivos”.

CartaCapital

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