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Haddad: PT nunca colocou cálculo eleitoral acima da defesa de Lula

Política

A data de 11 de setembro é definitiva para o PT nestas eleições. O prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral para o partido trocar seu cabeça de chapa deve consolidar Fernando Haddad como candidato à Presidência pela legenda, após a Corte eleitoral impedir o registro do ex-presidente Lula.

Em entrevista a CartaCapital, Haddad reconhece que haverá um período limitado para se apresentar como candidato à Presidência. “Há pouco tempo, mas muita vontade”, afirma o ex-prefeito. “Com a força de Lula, do PT e de nosso projeto, sobretudo com esse descalabro do governo Temer, acredito que a população esteja mais bem informada para tomar uma decisão a favor de um projeto que ela conhece”, afirmou Haddad quando questionado sobre o pouco tempo para viabilizar seu nome.

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O ex-prefeito de São Paulo afirma que o PT não colocou “em nenhum momento” o cálculo eleitoral “acima do que consideramos correto em defesa da democracia”. “Alguns diziam que podíamos ter abandonado (a candidatura de) Lula desde janeiro, após a condenação pelo Tribunal Federal Regional da 4ª Região. Em nenhum momento isso passou pela cabeça de nenhum dirigente do PT. Inclusive, quando tratávamos com outros partidos, estávamos discutindo o vice-presidente. O candidato sempre foi o Lula. Isso foi compreendido pela população. Ela entendeu o movimento que o PT fez.”

Haddad diz que, apesar do pouco tempo para garantir uma transferência de votos, Lula não pode abrir mão do recurso apresentado ao STF contra a decisão do TSE, que adia ainda mais a troca do cabeça de chapa. “A história vai nos cobrar. Um Lula nasce a cada 50, 100 anos. Não se pode abrir mão de um patrimônio. Eu estou absolutamente tranquilo quanto ao que está feito. Durmo 4 a 6 horas por noite. Vou com Lula, lado a lado.”

Haddad afirmou ainda que o PT sondou Ciro Gomes como vice de Lula em abril. Em entrevista recente a CartaCapital, Ciro afirmou que foi bombardeado de convites para ser vice de Lula após sua candidatura ser homologada.

Haddad disse que Mangabeira Unger, um dos assessores da campanha do presidenciável do PDT, esteve em sua casa e houve uma conversa sobre ele figurar como vice na chapa do petista. “Isso não foi de última hora. O convite sim, mas a sondagem, não. Prezo muito ele, precisamos estar unidos no segundo turno. “

O primeiro bloco da entrevista vai ao ar nas redes sociais de CartaCapital nesta quarta-feira 5, às 19h. A íntegra sairá na edição impressa desta semana.

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