Guedes rebate Maia e promete medidas para combater coronavírus em 48h

Ministro afirmou que bancos públicos ajudarão empresas que entrarem em dificuldades e considera flexibilizar saques de recursos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou funcionalismo público ao defender reforma administrativa. Foto: Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou funcionalismo público ao defender reforma administrativa. Foto: Alan Santos/PR

Política

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira 13 que vai apresentar, em 48 horas, medidas econômicas para combater os efeitos do coronavírus. “Quero atender o pedido do presidente Rodrigo Maia dizendo que estamos atentos, da mesma forma que ele pediu. Estamos reagindo em 48 horas”, declarou, reagindo às críticas do presidente da Câmara.

Na quinta-feira 12, em entrevista à Folha de S. Paulo, Maia disse que os projetos apresentados pelo governo tem pouca coisa que impacta a agenda de curto prazo ou quase nada. “Guedes não tinha uma coisa organizada ou não quis falar. Se olhar os projetos, tem pouca coisa que impacte a agenda de curto prazo ou quase nada”, disse.

Ele também criticou o anúncio das reformas econômicas para solução da crise. “O que incomoda e angustia é que a gente ainda não tem um plano de contingência para superar essa crise e os impactos na vida das pessoas na economia. A reforma administrativa não é parte dessa solução. Nos próximos 45 dias, nossa prioridade vai ser a agenda com o governo e o Supremo para superar essa crise”, afirmou Maia.

 

Guedes, no entanto, voltou a cobrar agilidade do Congresso para encaminhar as reformas. “Gostaria também que as principais lideranças políticas do país reagissem também com muita velocidade a nossas reformas para reforçar a saída econômica do Brasil”.

De acordo com o ministro, bancos públicos serão usados para ajudar empresas que eventualmente entrarem em dificuldades. As medidas serão anunciadas depois de reunião de Guedes com o presidentes do Banco do Brasil e da Caixa. Também estão sendo medidas de flexibilização de saques de recursos, como no caso do PIS/Pasep, e não descartou medidas voltadas ao FGTS.

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