“Fecha a matraca”: Frota acusa Bolsonaro de tentar silenciá-lo sobre Queiroz

Segundo o tucano, o presidente da República o telefonou imediatamente após discurso na Câmara sobre ex-assessor

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

Política

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou, nesta quarta-feira 30, que foi repreendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) após se manifestar, na tribuna da Câmara dos Deputados, sobre as investigações do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Frota atendeu ao convite do requerimento da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura organizações que disseminam fake news nas redes sociais.

Durante depoimento, Frota contou sobre o episódio em que pediu prisão para Queiroz, quando ainda era partidário do PSL. “Na sequência, meu telefone tocou”, disse o parlamentar. Segundo ele, era o próprio presidente.

Frota afirmou também que, em outra ocasião, dirigiu-se ao Palácio do Planalto e ouviu de Bolsonaro para que “fechasse a matraca”. “Quero continuar o meu casamento com você”, teria dito o presidente da República ao parlamentar.

O tucano afirmou que poderá apresentar formalmente o vídeo em que comprova o encontro com Bolsonaro e que colocará seu telefone à disposição para quebra de sigilo.

No mesmo depoimento, Frota acusou o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) de comandar milícias digitais responsáveis por espalhar informações falsas na internet. Segundo ele, há integrantes do esquema que trabalham em gabinetes do Congresso Nacional, “travestidos de assessores parlamentares”.

Além disso, ele contou sobre a existência de um grupo de trabalho dentro do gabinete pessoal do presidente da República no Palácio do Planalto, pago com recursos públicos salariais para disseminar notícias falsas contra alvos políticos. O parlamentar acusou os assessores Mateus Matos Diniz, José Matheus Salles Gomes e Tercio Arnaud Tomaz integrarem este grupo.

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