Política

Fachin diz que ‘quem trata de eleição são forças desarmadas’ e ‘ninguém interferirá’ no processo

A manifestação do presidente do TSE ocorre em meio a uma nova onda de declarações de Jair Bolsonaro que tentam deslegitimar o sistema eleitoral

Ministro Edson Fachin durante a sessão da 2ª Turma. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Ministro Edson Fachin durante a sessão da 2ª Turma. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, reforçou nesta quinta-feira 12 que o Brasil terá eleições limpas e que “ninguém e nada interferirá” no processo. Ele afirmou ainda que “quem trata de eleição são forças desarmadas”.

O ministro se manifestou sobre as eleições durante visita às instalações do TSE onde ocorrem testes de segurança nas urnas eletrônicas.

“Não admitirmos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar”, disse o magistrado. “Quem vai ganhar as eleições é a democracia. Nós vamos diplomar os eleitos e isso certamente acontecerá. Há muito barulho, mas esse tribunal opera com racionalidade técnica.”

A manifestação de Fachin ocorre em meio a uma nova onda de declarações do presidente Jair Bolsonaro que tentam deslegitimar o processo eleitoral brasileiro. Nas últimas semanas, o ex-capitão chegou a sugerir que os militares fizessem uma apuração paralela dos votos.

Na ocasião, Bolsonaro repetiu fake news de que os votos seriam contados em uma “sala secreta”, na qual “meia dúzia de técnicos dizem ali no final: ‘Olha, quem ganhou foi esse’”.

Segundo Fachin, “quem põe em dúvida o processo eleitoral é porque não confia na democracia”, enquanto “os corações e as mentes democráticas no Brasil confiam no processo eleitoral”. Nesta quinta, ele voltou a delimitar a atuação eleitoral das Forças Armadas, que contam com um representante na Comissão de Transparência instalada pelo TSE.

“Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, dizem respeito à população civil, que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas a palavra final é da Justiça Eleitoral.”

O presidente da Corte acrescentou que a Justiça Eleitoral “está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja tomar as rédeas do processo eleitoral”.

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