Em discurso, Bolsonaro ataca Cuba e PT e sugere que corre risco de vida

Além de retomar a ofensiva contra jornalistas, o presidente anunciou que reduzirá impostos de importação de games

Foto:  Anderson Riedel/PR

Foto: Anderson Riedel/PR

Política

O presidente Jair Bolsonaro retomou nesta terça-feira 13 os ataques ao PT, ao governo de Cuba e à imprensa. Em evento no Palácio do Planalto para sancionar a lei que viabiliza a privatização da Eletrobras, ele também defendeu as ‘desestatizações’ e disse que, como deputado, foi “aprendendo a votar nas questões econômicas”.

 

 

“É muito simples: é só ver o que o PT encaminha e votar o contrário”, disse Bolsonaro. Imediatamente após criticar o PT, voltou à carga com seus ataques a Cuba, onde, segundo ele, “o povo resolveu marcar uma manifestação por falta de eletricidade, alimentos e remédios”.

“E é o país da ‘medicina do primeiro mundo’, mas, na verdade, o primeiro mundo é arrecadar dos seus escravos”, disparou.

Ao direcionar seus ataques aos jornalistas, afirmou que seu governo está “há dois anos e meio sem corrupção” e rebateu acusações de fraude em negociações por vacinas.

“O desespero é tanto que me acusam de corrupção por algo que não foi comprado, não foi pago. O que querem essas pessoas? A volta da impunidade e da corrupção?”, questionou.

Bolsonaro ainda declarou que tem acesso a três cartões corporativos. “Dois são para pagar despesas diversas. O que eu gasto com a segurança dentro do Alvorada é quase a mesma coisa que aí fora”, explicou. O terceiro cartão, disse, nunca foi usado.

“A preocupação com a minha segurança é muito maior do que em anos anteriores. Lá atrás não tinha ninguém correndo risco de vida, porque quando queriam mamar, sabiam que iam mamar sem problemas. Conosco isso mudou”, disse.

No fim do pronunciamento, Bolsonaro ainda anunciou que o governo reduzirá impostos de importação de games.

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