Economia

Em dia de apagão, Ciro critica Lula e alega ‘covardia’ sobre a venda da Eletrobras

Sem citar o pedetista, a primeira-dama Janja da Silva rebateu a acusação: ‘A Eletrobras foi privatizada em 2022’

O ex-candidato do PDT à Presidência Ciro Gomes. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes criticou o governo Lula ao se manifestar sobre o apagão de energia elétrica no Brasil nesta terça-feira 15.

“A entrega do controle da Eletrobras ao capital privado foi e, infelizmente, pela covardia do governo Lula, continua sendo, uma das maiores irresponsabilidades que já se praticou no Brasil”, escreveu o pedetista nas redes sociais. “Como entregar o regime de águas – e total sensibilidade estratégica da interligação de TODO O SISTEMA – nas mãos do lucro de curtíssimo prazo? Inclusive sabotagem deve ser investigada.”

Sem mencionar Ciro, a primeira-dama Janja da Silva rebateu o comentário nas redes sociais. “A ELETROBRAS FOI PRIVATIZADA EM 2022. Era só esse o tuite”, publicou.

Em maio, o governo Lula, por meio da Advocacia-Geral da União, acionou o Supremo Tribunal Federal contra trechos da lei que autorizou a venda da Eletrobras. A ação contesta o dispositivo a tratar da redução na participação da União em votações no conselho da empresa.

A lei impediu que um acionista ou um grupo de acionistas exerça poder de voto superior a 10% da quantidade de ações. A avaliação da AGU é que o governo federal foi prejudicado pela norma, uma vez que detém cerca de 43% das ações ordinárias.

Ao protocolar a ação no STF, a AGU ressaltou que o objetivo não é reestatizar a Eletrobras, mas resguardar o interesse público e os direitos de propriedade da União.

Parte do Norte e do Nordeste brasileiros ainda sofrem com o apagão nesta tarde. O problema afetou nesta manhã todas as unidades da Federação, com exceção de Roraima.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o fornecimento foi restabelecido no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste, em 55% do Norte e em 81% do Nordeste. As causas do incidente, porém, ainda não foram divulgadas pela pasta.

No início da tarde, o presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que, apesar da “ação rápida” do governo, há um problema a ser resolvido em Imperatriz, no Maranhão.

“Conversei com o [ministro] substituto Efraim [Pereira da Cruz], que é secretário-executivo. E está indo bem. Estão com um problema em Imperatriz, no Maranhão, mas já estão debruçados lá”, disse Alckmin.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo