Política

Eduardo Bolsonaro compartilha vídeo que chama Macron de ‘idiota’

Deputado, que é aposta do pai para assumir embaixada brasileira em Washington, reagiu às críticas do francês às queimadas na Amazônia

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara
Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou, na noite desta quinta-feira 22, um vídeo cujo título é: “França em Crise – Macron é um idiota!” depois das críticas do presidente francês às queimadas na Amazônia. O filho do presidente Jair Bolsonaro é a opção do governo para assumir a diplomacia brasileira nos Estados Unidos, cargo das relações internacionais brasileiras em Washington.

Na postagem, Eduardo diz mandar um ‘recado’ para Macron com vídeo que critica o presidente francês baseado nas manifestações dos coletes amarelos na França.

Na tarde da quinta-feira, Emmanuel Macron publicou uma mensagem nas redes sociais condenando as queimadas que já duram dias na Amazônia, e também convocou os membros do G7 para debaterem a situação no encontro anual dos líderes das potências econômicas, que será sediado em Biarritz, na França, a partir deste sábado 24.

O presidente Jair Bolsonaro, em resposta pelo Twitter, lamentou que Macron “busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos para ganhos políticos pessoais”. Por fim, disse que o governo brasileiro “segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo”, afirmou Bolsonaro.

Embaixada ainda é dúvida

Apesar de já ter o seu nome aprovado pelo presidente Donald Trump, Eduardo Bolsonaro ainda precisa ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, e, depois, obter maioria dos votos favoráveis no Plenário da casa.

No entanto, os senadores vêm mostrando que irão se posicionar críticos à proposta, principalmente porque muitos parlamentares consideram a indicação do ‘recruta 03’ uma forma de nepotismo. O Cidadania chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal que pedia para a Corte barrar a indicação, mas o ministro Ricardo Lewandowski negou o pedido.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não queria submeter Eduardo “a um fracasso” devido à situação desfavorável da indicação do filho para o cargo diplomático. “Eu acho que ele tem competência. Mas tudo pode acontecer”, disse na ocasião. O nome de Eduardo ainda não foi apresentado formalmente ao Senado.

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