Dino rebate Bolsonaro: “Desemprego não é assunto a ser tratado com ironias”

Presidente ironizou ideia do governador de criar um pacto pelo emprego

(Foto: Gilson Teixeira)

(Foto: Gilson Teixeira)

Política

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), respondeu as críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre a ideia de criar um pacto pelo emprego com o objetivo de amenizar as consequências causadas pela pandemia do novo coronavírus.

“Considero que o desemprego não é assunto a ser tratado com ironias. Espero que o presidente da República leve a sério a urgencia de ações efetivas”, escreveu Dino nesta terça-feira 28 em uma rede social.

Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça, o presidente parou para falar com apoiadores e ironizou a proposta de Dino.

“Tem governador agora que quer que eu faça um pacto pelo emprego. Mas ele continua com o estado dele fechado”, afirmou o presidente.

“O presidente Bolsonaro, além de ironizar indevidamente o tema do desemprego, está desinformado sobre o Maranhão. Estamos com praticamente 100% das atividades econômicas funcionando, há muitas semanas”, respondeu o governador.

Dino apresentou a ideia por meio de uma carta enviada a Bolsonaro, na qual propõe que seja realizada uma reunião com os presidentes das confederações empresariais e centrais sindicais para costura do que chamou de “Pacto Nacional Pelo Emprego”.

“É impossível tratar do tema no ‘cercadinho’ do Alvorada. Por isso, insisto na ideia do Pacto Nacional pelo Emprego”, ressoltou o governador.

No ofício, o governador afirma que a pandemia causada pelo novo coronavírus impôs aos governantes desafios de ordem humanitária, sanitária e econômica sem precedentes.

“No Brasil, o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta uma estimativa de retração do PIB de 5,95% em 2020, a maior queda de nossa história. O desemprego no país subiu para 12,9%, indicando o fechamento de milhões de postos de trabalho com relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE no último dia 30 de junho”, pontuou Dino.

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Repórter do site de CartaCapital

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