Política

Dino determina que PF investigue denúncia de espionagem da Abin durante governo Bolsonaro

Ministro da Justiça e da Segurança Pública afirmou que os fatos podem configurar crimes contra a Administração Pública e de associação criminosa

O ministro da Justiça, Flávio Dino, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Carl de Souza/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal (PF) investigue o uso de um programa secreto para monitoramento da localização de pessoas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso foi revelado nesta semana.

Em ofício enviado à PF na quarta-feira 15, Dino comunicou ao Diretor-Geral do órgão que “os fatos, da forma como se apresentam, podem configurar crimes contra a Administração Pública e de associação criminosa tipificados no Código Penal, entre outros”.

Segundo o ministro, a atuação investigativa se impõe para que seja possível apurar, também, se houve lesões a serviços e interesses da União.

Após a revelação do caso, a bancada do PT na Câmara dos Deputados acionou o Ministério Público do Distrito Federal cobrando investigação. Além disso, na terça-feira 14, o Ministério Público pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue a Abin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu uma reformulação na agência. 

Leia o ofício:

Ofício PF ABIN (2)

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo