Política

Delação de Cid aponta Bolsonaro sugerindo golpe a comandantes, diz revista

Relato feito pelo ex-ajudante de ordens teria sido confirmado pelo general do Exército, Freire Gomes

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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O tenente-coronel Mauro Cid disse em delação à Polícia Federal que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consultou três comandantes das Forças Armadas sobre a possibilidade de um golpe de Estado após a derrota eleitoral. Os detalhes do relato do ex-ajudante de ordens da Presidência foram divulgados pela revista Veja.

A consulta teria acontecido em reunião privada com os militares, em 2022, dias após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

À época, o ex-capitão, derrotado, estava recluso e relutava em aceitar o resultado das urnas. Foi nesse período em que ele, supostamente, começou a tramar um golpe de Estado com o aval de militares e outros aliados.

No momento da reunião, segundo relata Cid no trecho revelado pela publicação, Bolsonaro já teria aprovado a muita golpista, elaborada por um de seus principia assessores, Filipe Martins.

Foram consultados, segundo o tenente-coronel, os seguintes militares:

o chefe do Exército, general Freire Gomes;

o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista Junior;

e o chefe da Marinha, almirante Almir Garnier.

O endosso à trama teria vindo apenas do chefe da Marina. A delação de Cid, diz a publicação, foi confirmada pelo general Freire Gomes, em depoimento à PF. Ao presidente, o almirante Garnier teria colocado as suas tropas “à disposição” do golpe.

Mauro Cid foi reconvocado pela Polícia Federal para confirmar as revelações feitas por Freire Gomes, que colocam o ex-capitão como o responsável pela manutenção dos acampamentos golpistas em Brasília.

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