CPI aponta fluxograma e vincula atuação da Precisa a senador Flávio Bolsonaro

O senador levou Maximiano a uma reunião virtual com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em 13 de outubro

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

Política

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid apresentou um fluxograma que liga a atuação da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a negociação da Covaxin, ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

Durante depoimento do empresário Danilo Trento, diretor institucional da Precisa, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), mostrou um gráfico apontando movimentações financeiras entre empresas de Francisco Maximiano, dono da Precisa, e a Primarcial Holding, da qual Danilo Trento é sócio.

 

 

Dentre as movimentações, estão entradas e saídas de dinheiro para a Xis Internet Fibra, empresa de Maximiano e que foi motivo de uma interlocução com Flávio Bolsonaro. O senador levou Maximiano a uma reunião virtual com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em 13 de outubro.

Segundo o próprio parlamentar, a reunião tratou sobre um pedido de financiamento a Xis Internet Fibra e não houve negociações envolvendo a Precisa, investigada pela CPI. Para a comissão, no entanto, a Precisa realizou movimentações financeiras suspeitas por meio de outras empresas de fachada.

As operações apontam para um suposto esquema de lavagem de dinheiro. O Ministério da Saúde fechou um contrato com a Precisa e chegou a empenhar 1,6 bilhão de reais para comprar as doses da Covaxin, mas cancelou a contratação após o avanço das investigações.

Família Bolsonaro

Durante o depoimento, Danilo Trento confirmou que conhece Flávio Bolsonaro em eventos institucionais, mas negou ter relação com o filho do presidente ou com outro membro da família Bolsonaro. De acordo com o empresário, a reunião no BNDES ocorreu para prospectar recursos à empresa de Maximiano

A princípio, Danilo Trento disse que exerceria o direito ao silêncio sobre sua relação com a família. Os senadores insistiram e pediram ao relator Renan Calheiros (MDB-AL) para repetir a pergunta.

O diretor, então, afirmou que não tinha relação com a família. “Não tenho relação com nenhum membro da família, apenas os conheço. Alguns publicamente, outros em eventos.”

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