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Corrida de obstáculos

Em alta, as candidaturas coletivas facilitaram o acesso de mulheres e minorias ao Legislativo, mas o modelo ainda esbarra em limitações da legislação eleitoral

Imagem: Redes sociais
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“Foi incrível. É muito potente você chegar numa Casa Legislativa com cinco mulheres e todas são deputadas. Foi um processo de gestação mesmo. Achei que podíamos ir além, e pela minha experiência na ‘Juntas’, vi que muitas das minhas defesas precisavam ser feitas em Brasília: a legalização do aborto, a reconstrução das leis de incentivo à cultura, o uso medicinal da maconha, o cuidado materno para fins de aposentadoria. São pautas que devem ser construídas em âmbito nacional, e a experiência numa bancada coletiva me deu estrutura para encarar esse voo solo.” Assim Carol Vergolino, do PSOL, codeputada estadual em Pernambuco e candidata a deputada federal, define sua experiência no primeiro mandato coletivo eleito no estado, em 2018.

Em São Paulo, a codeputada Mônica Seixas, também do PSOL, disputa a reeleição com uma nova bancada, o “Mandato As Pretas”. Pioneiras nessa experiência no Brasil, as duas parlamentares tomaram rumos diferentes – uma escolheu candidatura solo, a outra, um novo coletivo –, mas concordam que esse modelo serve para alavancar as candidaturas de mulheres e integrantes de minorias que, sozinhos, não teriam condições concretas de conquistar uma vaga no Legislativo.

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