Comissão do Senado aprova impeachment de Dilma

Política

A Comissão Especial do Senado que analisa o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) aprovou nesta sexta-feira 6 o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que recomenda o afastamento temporário da petista, acusada de cometer crimes de responsabilidade.

O parecer foi aprovado por 15 votos a 5, explicitando a falta de apoio do governo no Congresso, uma realidade que deve ficar evidente também na quarta-feira 11, quando o Plenário do Senado se manifesta a respeito do relatório da comissão. Se metade mais um dos senadores presentes votar pela admissibilidade do processo, Dilma Rousseff será afastada por até seis meses, prazo em que deve ser julgada também pelo Senado.

A sessão de votação durou cerca de três horas e todos os líderes de partidos e blocos tiveram direito a cinco minutos de exposição para apresentarem suas opiniões. A maioria dos senadores concordou com a tese de que Dilma não poderia ter editado decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar sem anuência do Congresso Nacional. Os senadores da oposição também argumentaram que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao contratar ilegalmente operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, no caso o Banco do Brasil, em relação aos pagamentos ao Plano Safra.

Do outro lado, os aliados do governo defenderam que a presidenta Dilma não cometeu crime algum e está sendo vítima de um golpe. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) encaminhou voto contrário afirmando que afastar Dilma é como penalizar uma infração de trânsito com a pena de morte. Para Gleisi, Dilma está pagando por “contrariar a elite do país” ao investir em programas sociais por “não ser afeita aos jogos da política”.

O líder do governo no Sendo, Humberto Costa (PT-PE), disse que o processo está viciado pelo desvio de poder cometido pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que agiu por vingança após romper com o governo. Já o vice-líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que, ao contrário do que ocorreu no impeachment do ex-presidente (e hoje senador) Fernando Collor, em 1992, desta vez não há crime, por isso a história vai absolvê-la.

Com informações da Agência Senado

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