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Comissão de Ética Pública arquiva processo contra Ricardo Salles por ofensas a servidores do ICMBio

Caso sob análise da comissão diz respeito às publicações de Salles nas redes sociais

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante cerimônia de sanção do projeto de lei (PL 1.095/2019) que aumenta pena para crimes de maus-tratos a animais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu arquivar um processo contra o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL) por críticas a servidores do ICMBio nas redes sociais. O arquivamento, contudo, foi seguido de um puxão de orelha: os integrantes do colegiado recomendaram que Salles “tenha maior cautela a fim de utilizar linguajar mais cordial”.

A decisão foi tomada durante reunião na terça-feira 5. Os conselheiros entenderam que, neste caso, não caberia a aplicação da “censura ética”, uma punição aplicada a pessoas que já deixaram seus cargos na estrutura federal.

O caso sob análise da comissão diz respeito às publicações de Salles nas redes sociais. Em maio de 2019, o então ministro expôs um servidor dizendo que a capacitação dele no exterior para aprender outras línguas teria sido paga com dinheiro público.

Numa outra oportunidade, ele respondeu a um usuário dizendo que iria fortalecer os órgãos ambientais “com gente séria e competente”, pois com “bicho grilo chuchu beleza já tá provado que não funciona”.

Durante sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, Salles acumulou pedidos de investigação na comissão pelo tratamento dispensado contra servidores da pasta. Além disso, foi punido pelo colegiado por usar dinheiro público no custeio de viagens a São Paulo, seu reduto eleitoral.

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