Com dinheiro público, militares compraram 80 mil cervejas e 700 toneladas de picanha

Dados foram apresentação à Procuradoria-Geral da República pelo PSB; o relatório também aponta superfaturamento

Foto: Marcos Corrêa / PR

Após a polemica do governo federal ter gasto R$ 15 milhões na compra de leite condensado, as Forças Armadas se envolvem em outra controvérsia de origem gastronômica. Dessa vez, o caso envolve cerveja, picanha e carvão.

Um levantamento feito pelos deputados do PSB mostra que os comandos das Forças Armadas adquiriram, por meio de licitação, cerca de 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 toneladas de picanha.

O relatório aponta ainda um superfaturamento de mais de 60% na compra, quando comparado com preço desses itens em supermercados. Os dados foram obtidos diretamente do orçamento federal.

Com base nos números levantados, o grupo apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República contra o governo federal.

“Em um ano de pandemia, com crise sanitária, econômica e social devastando nosso país, é inacreditável que os cofres públicos tenham custeado gastos com cerveja”, diz o documento.

 

Cervejas de marca e carne de primeira 


 

As tropas, aparentemente, são exigentes na hora de fazer um churrasco. As cervejas compradas foram todas de marcas conhecidas e as carnes, de primeira.

O relatório mostra que foram compradas 500 garrafas da cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05; 3 mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80; 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99.

Já o quilo da picanha foi adquirido por R$ 118,25.

No relatório do PSB enviado à PGR, há foto de supermercados dos mesmo produtos, alegando que houve superfaturamento e pedindo investigação.

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